domingo, dezembro 17, 2006

Simplesmente Maria Angelical

E agora, o poema da revelação de que a Ge saiu comigo no amigo oculto. Lindo!



Simplesmente Maria Angelical

Chegastes como um presente que surpreende.
Sua sensibilidade faz um passeio por todos
Os elementos que compõe a energia da
Nossa natureza... O ar, a água o fogo e a terra...

Há em você uma multiplicidade
De seres... A energia transmuta entre si
Em uma sutiliza de um tênue fio condutor
Da luz que emana de sua aura...

A simplicidade invade suas entranhas
Ao deliciar-se com os cantos dos pardais
No frescor das tardes das bucólicas cidades
Das Minas Gerais.

Inspira –se em emoções! Seu olhar vagueia
Em sonhos e busca seu tempo ainda menina...
Numa dicotomia de valores intrínsecos a alma...
A simplicidade à sabedoria desafia a Deusa Atena

És forte e traz em seu peito a força da terra...
És luz que ilumina com as energias que cortam
O ar em raios e trovões os céus em noites
De chuva... Chora a terra em alegria por existires...

És a mãe, o útero sagrado em suas composições.
Poéticas...Embala em seus sonhos os sonhos
Dos filhos seus...Acaricia com a ternura do olhar
Do afago os grandes amores gerados pelas emoções.

És a água cristalina que brota num pequenino
Olho d’água... Que brota da terra fértil...
Tua luz alastra pela vida como as labaredas
De fogo lambendo o inútil e fazendo renascer vida.

És simplesmente Maria... Angelical!
Ge Fazio

Amiga Secreta

Esse poema ganhei da Ge Fazio quando ainda era amiga oculta, nem tão oculta assim!
Muito obrigada à Ge por todo o carinho com que para mim.

Amiga(o) Secreta(o)

Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha e a força
De um grande rei.
Assim me pareces!
És a majestade de teu ninho...
Hoje teu Reino...
Que belo rosto nos apresenta
teu álbum de fotos
E de lembranças...
Dizem que tu és tão doce
Quanto os potes cheios de mel.
De brincadeiras...
Faz-te Criança
Brinca, corre trazendo brilho
por ande passas...
Dorme o sono mais profundo
e abre os olhos...
E já está
Entre os melados e as rapaduras
da antiga roça...
Ah! Que saudade
que também tenho do tão
Famoso capim gordura
da minha infância igual aTua...
Tão natural em nossa terra...
Lembra de teu tempo criança?
Ah! Amiga, amiga não estás mais tão oculto!
Faz parte de minha terra querida...
Meu berço que vejo asVez oculta...
Morro de amores por todo o povo
Da linda região sul
e amo demais a turma do nordeste
Posso andar pelo norte
E jamais abandono
o Meu querido Sudeste!
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha
e a força de um grande rei.
Assim me pareces!
Ge Fazio

quarta-feira, novembro 22, 2006

Adorno

Adorno

adorna meu leito

lembranças
acalento no peito
um colar de corais
colhidos na infância

som das ondas
entre os dedos
recreio
mãos em concha
aconchegando instâncias

virgínia f. além mar 21/11/2006
agradecida à Poeta Maria Angélica
por mais este despertar !

terça-feira, novembro 21, 2006

Convite


Convite para Sarau de Poemas
e Lançamento das Antologias
do XIV Congresso Brasileiro de Poesia
em Belo Horizonte;

quarta-feira, outubro 25, 2006

Corais

Corais

Corais colhidos na areia
partidos pelo mar deixados
corais que a população nem nota
alheia a como são lindos
à beira da praia caídos

corais que a menina pega
empilha, forma castelos
e sonha reis e rainhas
dragões e príncipe belos

Não sei qual mais singelo
a cor no corado da menina
ou o coral que o mar traz pra ela

quarta-feira, setembro 27, 2006

Indignação

Indignação

trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade

temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos

a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda

a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade

a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares

nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares

crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade

estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!

Inversões

Inversões

De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais

De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral

De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade

De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal

De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual

a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material

Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social

Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural

segunda-feira, setembro 18, 2006

Antologias



Capas das Antologias do Café Filosófico das Quatro, cujo lançamento aconteceu durante o XIV Congresso Brasileiro de Poesias, em Bento Gonçalves.

terça-feira, setembro 05, 2006

Insônia

Insônia

Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes

Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás

Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro

Insônia II

Insônia II

Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos

Antologia do Congresso

Capa do volume 4 da antologia do XIV Congresso Brasileiro de Poesia, do qual estou participando
Lançamento na noite do dia 5 de outubro, na cidade de Bento Gonçalves, RS.


sexta-feira, agosto 25, 2006

Leveza


Leveza

Meus passos seguem
leves feito poeira

Minha mente segue
leve feito brisa

Meu coração bate
leve como algodão

Deixei os pesos da vida
na estrada já percorrida

O tempo me deu este momento
Posso caminhar sem julgamento

Missão


Homenagem ao Ludiro, escrita pela poetisa Benvinda Palma

Missão

Entre bombas e ogivas,
canhões, trincheiras,
Corpo cansado, à deriva,
Sob o Sol, chuva, sereno,
Suor, sangue, solidão,
Que a vida não é brincadeira!
Assim caminhava aquele soldado,
Deixando seus sonhos de lado,
Deixando planos engavetados,
Deixando seu amor, o aconchego do lar,
Deixando o lazer, a alegria,
Tendo apenas como companhia,
A nefasta missão de defender a pátria idolatrada!
Benvinda Palma

terça-feira, agosto 08, 2006

muro

muro

não lembro ao certo
quando o muro foi erguido

foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto

e desde então,
tem nos dividido ao meio


Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"

Tentativa de Suicídio

Imagem fantástica nesse haicai escolhido dentre outros de Leila Míccolis!

Tentativa de Suicídio

Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.

a Blocos online

Uma homenagem a Blocos online:

Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online

segunda-feira, agosto 07, 2006

Retratos



Retratos

Minha história
gravada nas figuras
Meu passado
presente nas molduras

Poema da Benvinda

Se todo rabisco fosse assim, uma obra prima...
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!

Espinhos

Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!

Benvinda Palma

quinta-feira, agosto 03, 2006

Desvelo

se me escondo em máscaras
revelo o disfarce

se oculto as raivas
revelo o medo

se desconheço as mudanças
revelo a permanência

em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos

segunda-feira, julho 31, 2006

Permanência

Permanência


que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?

o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?

não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver

o futuro se anuncia
não negue o movimento

Sonho

Morreu meu sonho
de ser mestra ou doutora
na universidade
Passou o tempo de sonhá-lo

Morreu meu sonho
de ter bodas de diamante
no casamento que tive
Desfez-se em tempo passado

Ainda vive o sonho
de escrever em versos
a vida vivida
Brota a todo momento em mim

Clareado

Clareado

quando escrevo as palavras
algo escuro se vai
pra longe de mim

quando registro o pensamento
algo recolho de claro
pra dentro de mim

quando brota um poema
deixo uma brecha da leitura
que fiz do sonho
acordado em mim

Transatlânticos

Transatlânticos


Nos barcos de papel que hoje faço
escrevo um poema de Quintana
o poema cujas asas batem forte
e levam os meus barcos ao oceano

segunda-feira, julho 24, 2006

Agradecimento

Ao meu amigo Ludiro, que conheci no orkut, através de seus poemas
e que me presenteou com esse blog, muito obrigada!


Que você, também, Ludiro, encontre muitos amigos, sempre dispostos a ajudá-lo, caso você precise.

MariaAngélica/Bilá

Identidade

Identidade

Ser Angélica
Mas não ser anjo
Ser Maria,
E não ser imaculada
Tocar-me
Ser tocada
Olhar-me mulher de desejos...
Ser olhada.
Apesar do nome,
Sexuada,
amante e amada.

Síntese

Síntese


Já fui Maria
simplesmente

Maria Angélica
na escola
somente

Já fui e sou filha
Tenho sido
esposa
mãe,
mestra,
avó,
irmã,
amiga...

Estou sendo agora
Maria Angélica
nova mente
eu, comigo,
com outros
sendo,
síntese de todas,
eu
singularmente


Conclusões

Conclusões


Por medo de me perder
é que você
acabou me perdendo de vez

Por construir muros
que eu escalava
a duras penas
Por colocar algemas
cujas chaves escondidas
me desafiavam a buscar
o perdido

Por me impedir
você me empurrou
caí em um precipício
que aprendi a escalar
transformei-o em um pico
a alcançar

Na subida,
Posso cair novamente
mas encontrei o caminho
Já sei sair

domingo, julho 09, 2006

Carlos Drumond de Andrade

Li e gostei

Perder, ganhar, viver
Colunas

Drummond escreveu este texto para o Jornal do Brasil logo após a eliminação da seleção brasileira diante da Itália na Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Nada mais atual e oportuno o lirismo de nosso maior poeta para enaltecer a vida como a maior dávida do ser humano, muito além das Copas e dos grandes negócios.

03/07/2006 - Carlos Drumond de Andrade, Jornal do Brasil, 21 de junho de 1982

Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...

Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.

Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.

Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.

E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?



Fonte: http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=338

terça-feira, junho 27, 2006

de Rosângela B. Gontijo

A FAZENDA

EU TENHO UMA CASA NO CAMPO.
EU QUERIA VIVER LÁ.
A COZINHA ENSOLARADA,CLARA,
CHEIRANDO A COMIDA NO AR.

A REDE NA VARANDA,
PRA DESCANSAR.
O VERDE DA RELVA,
OS PÁSSAROS A CANTAR.

MÚSICA, RISOS
A CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO,
O PÔR-DO-SOL VERMELHO
O FOGO A CREPITAR.

O CÉU AZUL É NOSSO
O SOL MORNO AQUECE,
O CORPO E A ALMA.

É LÁ QUE EU QUERIA ESTAR!
NA CASA EU QUERO BRINCAR.

E QUANDO A NOITE CHEGA,
O FOGO DANÇA NA CHURRASQUEIRA.
E A GENTE VAI DANÇAR.

O CÓRREGO CANTA
DEBAIXO DA JANELA
E, COMO SERENATA
ME FAZ ACORDAR.

LONGE, O MUGIDO DE UMA VACA

O CORPO CANSADO
PESADO DE COBERTAS

O VENTO SOPRA
SOBRE NOSSAS CABEÇAS,
O CORAÇÃO ESTÁ EM PAZ.
A ALMA ESTÁ LEVE
E EU ESTOU FELIZ!


DE DIA A MENINA BRINCA
À NOITE A MULHER SONHA
E...NÃO QUER ACORDAR!

Rosângela B.G.

quinta-feira, junho 22, 2006

Rouxinol

Rouxinol

Seu trinado
atravessa as matas
como um tornado
rompe o silêncio
escala escarpas
penetra a folhagem
percorre os espaços
propaga-se no ar

é o rouxinol
pequeno pássaro
do Rio Negro
na Europa e na Ásia
habita também

seu canto potente
ondas sonoras
harmoniosas
emudecem
os demais sons
da natureza

é o rouxinol
pequeno pássaro
seu belo canto
quem ouve se encanta


MariaAngélica/Bilá04/06/2006

Lado a lado

Lado a lado

O que me vai n’alma
ante um novo amor
são perguntas mil
sem respostas buscar

Vivo a expectativa
de um sentimento
amadurecendo

um amor sensato
diálogos sem aparatos
sinceras sugestões

O que me vai n’alma
é um crescente de ser
parceira outra vez
com as experiências
ensinando
a não sermos um
mas dois lado a lado
de mãos dadas
enfrentando, indo fundo
vivendo no mundo
a vida que aparece

O que me vai na alma
é um amor comedido
mas cheio de sentido
que me acalma

Para Otaviano
Maio/2006

quarta-feira, junho 14, 2006

de Jenario de Fatima

Dias de jogos do Brasil

Jenario De Fátima


Como é bom ver o mundo
curvado aos nossos pés
nós, os subdesenvolvidos
nós do terceiro mundo
nós, abaixo da linha do Equador

E o futebol, que coisa linda,
não exige beleza física,
não exige ser "bem nascido"
não exige "berço de ouro"
Exige sim, Dom...
e nossos Jogadores
agora ricos...muito ricos
Mas suas riquezas
feitas de arte e seu suor

Como é bom
ver os dentes salientes
de Ronaldinho Gaúcho
Não teve dinheiro
pra corrigí-los
quando criança, jovem
e agora os exibe
pro mundo inteiro
Como é bom ver
o bóia-fria Roberto Carlos
O outro suburbano Ronaldo
(Fenômeno segundo os Italianos)
E Cafú e Dida
e mesmo Kacá(classe média)

Errado dizer que os Ingleses
inventaram o Futebol
Eles tinham a teoria
Futebol quem inventou
fomos nós.


Jenario escreve belos sonetos que vale a pena conferir.

Brasilidade

Brasilidade

em dias de copa
o que me vem à mente
é um desejo
de que esse clima perdure
que as bandeiras tremulem
em todos os anos e dias

que nossos jogadores
sejam um grande exemplo
de trabalho, grupo unido
investimento, humildade

que os adversários
se mantenham unidos
num só objetivo
que o bem do país
seja a finalidade

e que o país seja o povo
que se busque igualdade
paz e fraternidade

MariaAngélica/Bilá

Torcer pelo Brasil

Hoje quero
torcer pelo Brasil
Não pelo Brasil do futebol
quero torcer
pelo Brasil do povo brasileiro
pela honestidade
dos políticos
pela consciência dos eleitores

Hoje quero
torcer pelo Brasil
pelo emprego dos adultos
pelo estudo dos jovens
pela saúde das crianças e dos idosos
pelo verde-amarelo em todas as ocasiões

Hoje quero
torcer pelo Brasil
o Brasil que habita as favelas
que encontre dignidade nelas

o Brasil que habita os campos
que produza alimento

o Brasil que vive no urbano
que ali haja paz, convivência
menos poder
mais solidariedade
vivência em liberdade

liberdade que é
a paz tranquila

MariaAngélica/Bilá

terça-feira, junho 06, 2006

Traição

Traição

A tua traição
foi levar o meu sol

a tua utopia
foi tentar seguir só

a tua promessa
se perdeu nas esquinas

deixas frestas
fumaça
ausência

Busco outro destino


Maria Angélica/Bilá - Jun 2006

sexta-feira, maio 19, 2006

de Sirlei Passolongo

Se eu pudesse...

Ser vento
Tocar sua pele
Ser água
Molhar seu corpo
Ser perfume
Para lhe fazer companhia
Ser seu travesseiro
Saber dos seus segredos
Ser sua caneta
Ter-lhe entre os dedos
Ser a música
Embalar você.
Ser riso
E viver em seus lábios.
(Sirlei L. Passolongo)

quinta-feira, maio 18, 2006

de Isiara Caruso

Ampolleta

Los días pueden seguir naciendo,
las noches los siguen en muerte.
La muerte de las horas llenas,
siguen el compás del tiempo,
cortado en rebanadas,
por el reloj atento
a los segundos,
a los minutos
a las horas
a los días
y
así siguen
los hombres,
atentos al reloj,
que le separa en dos,
en tres, o en muchos más,
para nacer en cada aurora,
para morirse en fin a cada instante,
grano por grano con la arena que cae
lentamente llenando el tiempo que se agrieta.
Isiara Mieres Caruso

de Caetano Veloso

Cajuína
Caetano Veloso

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

de Sônia Prazeres

canto,voz,silêncio

Um tremor corre pelas ruas
Avenidas inseguras
Ruas destruídas
Um canto de pavor ecoa.
A violência ergue a voz
E o inocente se atordoa;
Sente o peso do cansaço
A cada dia que corre
Preferiria o silêncio
A esta triste toada
De um poder que mente.
Como saber de proteção
Quem não garante alimento
Saúde e educação?
A autoridade repousa no amor e na razão!
Jorram promessas ao vento,
Acumula-se sofrimento e desesperança
A pátria amada de braços estendidos
Pede colo, ...olhar aflito de criança.
Sônia Prazeres

quarta-feira, maio 17, 2006

de Ludiro


Chuva

A chuva
Que surra
Meu rosto
Faz-me lembrar
Quando brincava
Em suas poças
Ludiro
02/05/2006

de Angela Padilha

Justiça dos Homens
Ângela Padilha
O tiro ecoa ao longe
No céu brilham metais,
No chão alvos fatais
E choros incontidos...
Não foi Deus...
Não fui Eu...
Foram Eles...

No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados,
Uns civis, outros soldados...
E olhares sobreviventes
Oram a Deus...
Pedem por Mim...
Temem por Eles...

Seja eu a calar seu grito,
A cravar seu peito insano,
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer...
Que Eu quis...
Que Me fez um deles...

Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas,
Num ritual antigo
Que não é de Deus...
Nem Meu...
É dos Homens!

quinta-feira, maio 11, 2006

Otimismo




Otimismo

o meu olhar é tendencioso
se recusa a ver o ruim
descobre flores na lama
percebe beleza em sucata

ouve música no barulho
a minha escuta seletiva
percebe silêncio em ruídos
encontra encanto em arrulho

a ingenuidade da infância
o sonho da adolescência
a crença no adulto humano
o mundo não me tirou

vivo e vejo harmonia
busco e sinto equilíbrio
crepúsculo só no horizonte
nasço sempre a cada dia

Coragem

Coragem

Estar perdido
e procurar o rumo

Sentir saudades
e viver o presente

Enfrentar as verdades
sem temer os enganos

Encontrar-se imperfeito
aceitar-se e gostar do espelho

Poder se olhar
para se mostrar,
ser visto e ver-se

Surpreender nos encontros
cotidianos

Ao procurar o rumo
não se perder.

domingo, maio 07, 2006

Infância em SAMonte

Melado de rapadura
doce de leite
em tacho de cobre
mamão ralado ou cortado
sabores de infância
em Samonte
nas décadas de
cinqüenta e sessenta

Cachos de bananas
amadurecendo
devoradas às ocultas
por Davi e eu
em campeonatos infantis
Depois o castigo a dois
cumprido entre
risos escondidos
por saberem merecido
mas não arrependidos

Das ruas, nos quarteirões
veículos não tinham vez
eram crianças
correndo
pegando
jogando
gritando
sem censura de adulto
Pra dormir havia hora
no mais era como vento

sexta-feira, abril 28, 2006

A tecelã e o produto


A tecelã e o produto

Começa com um fio

e um ponto

movimentos de mãos

olhares atentos

tecido se faz

como pesponto

rede de nós

Começa

com quase nada

uma linha

uma agulha

uma idéia

e o fio, antes linha

reta se curva

se embaraça

entrelaça

se cruza

toma forma

se transforma

em renda tecida


Pode-se contemplar

A tecelã e seu produto


>Esse poema encontra-se em http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=3030&flag=nacional




quinta-feira, abril 27, 2006

Encontro


Estou indo ao encontro
de um sentido para a vida
um trabalho, um companheiro
que não ocupe o dia inteiro
que perfume suavemente
minha pele, minha alma
e que minha ânsia acalme

quinta-feira, abril 20, 2006

Mãos Mágicas

Ágil nos dedos
que movem a tesoura
Delicado no toque
da mecha que
Corta
Modela
Acaricia
Busca a melhor moldura
para o rosto do espelho

O olhar é dedicado
e crítico
Vê, além dos fios,
o desejo de quem
se entrega
às mágicas mãos
que deslizam
transformam e
vestem a cabeça
de nova imagem
e idéias novas


Escrito para o Flávio, do Tifs

quarta-feira, abril 19, 2006

Ressurgir

Ressurgir

Páscoa, Nova Vida
recomeço
Páscoa, repensamento
resgate
Páscoa, nova crença
planos
Páscoa, ida e volta
reencontros
com a fé
com a família
com amigos
para além do viver
simplesmente


Este poema está publicado no http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=3030&flag=nacional

Alegria


Onde está minha alegria?
Em que esquina da vida
Ela ficou esquecida?
largada?
perdida?
Vou encontrá-la...
Ainda consigo tê-la
Deve estar abandonada
em escadas escuras
buscando luz

Onde está minha alegria?
Posso encontrá-la dentro de mim
no convívio com os outros
nas pequenas realizações
nos olhares infantis
nas brincadeiras do dia-a-dia
Vou encontrá-la
libertá-la, pegá-la
e soltá-la
para contaminar.

Alegria presa é tristeza

Sono e Insônia


Basta me deitar
para que o sono se vá
e as idéias venham
Falas e diálogos se embrenham
E se misturam
a imagens e histórias
notórias

O pensamento
me enche e preenche
de internas vozes
até que o sono volte
me adormeça
e lentamente eu goze
Do descanso que mereça

quarta-feira, abril 05, 2006

Escaladas


Há montanhas
Que não desejo escalar
Apenas observar
Me apropriar
de sua beleza e imponência

Há rochedos
Que quero transpor
Encontrar o lado de lá
Conhecer e escolher
Meu contínuo devir de ser

Eu e Você

Você está ao meu lado
Nossos corpos se tocam
E... te sinto tão distante

Quando você está longe
Te percebo mais próximo
Estranho


Esta distância entre nós
Que sinto tão real
Me parece sem igual

Não somos mais nós
Somos Eu e Você
Sós

Trocas

Troco meu amor
Por seu carinho
Troco minha cama
Por seu colo
Pra não ficar sozinha
Troco meu conforto por presença
Troco por seus beijos
Todos os outros desejos
Só não troco a liberdade conquistada
Por prisão dourada
É minha crença
Estarmos juntos por prazer

Casulo

Aprendi a me esconder
E está difícil desaprender
Parece inseguro
Sair do casulo
Desmanchar as amarras
Libertar meu corpo,
Meu tudo
Viver, conviver
E manter-me singular


Maria Angélica/Bilá

Crescimento


Subir as escadas
Um degrau por vez
Sentir a textura
Curtindo o contato
Encontrar um sentido
Em cada etapa da subida
Cair... levantar...
Quando chegar
Saber que viveu

Serenidade


Sair de casa à toa
Caminhar a pé
Olhar em volta sem medo
Cumprimentar pessoas
Indiscriminar
Ter fé

Andar sem rumo
Observar belezas
Esquecer as horas
Colher amoras
Sujar os dedos...
Colorir os lábios

Despreocupar
Introjetar extrovertir
Sorrir com alegria
Estar e viver em paz
É simples
E sereno

Cicatrizes


Não procuramos
Ter feridas
Porém, muitas vezes
Não conseguimos
Evitá-las
Ficam as cicatrizes
Sinal da saúde
Do organismo
Ficam as cicatrizes
Lembrança
De que o corpo reagiu.

O problema existe
Quando as feridas
Não fecham
E não sabemos
Por que... para que
Precisamos mantê-las
Abertas... sangrando
E nos lembrando
Não da saúde do corpo
Mas da doença
Que se mantém a
Machucar-nos

sexta-feira, março 24, 2006

Tecendo noite em BH

Estrelas artificiais
se espalham
A cidade se estende
à frente
escala montanhas,
tantas
e tamanhas
Em meio ao escuro
mar
de pisca-piscas
reluzentes
como varais de luzes
ficam a
brilhar

Noite de nuvens no espaço
Noite de estrelas na Terra
em Beagá

Descanso

Descanso


no rádio
música
relaxa
hora após hora

o sono se perde
melodia sonora
hipnótica
se entranha
olhos se cerram
ao externo

no interno
adormecem


Vistas


Montanhas e montes
de Santo Antônio
e Belo Horizonte
são paisagens
que me encheram os olhos
da infância à maturidade

Me atraem a vista
e o pensamento
que busca superá-los
enxergar o que há de lá
A vida chega e continuo
a buscar asas para voar

Passeio de Domingo


do metrô se avista BH
e seus contrastes
aqui pequenas favelas
e seus trastes

ali prédios, janelas
e do Curral a serra
beirando a linha
plantas, cavalo, mato

represado o Arrudas
ribeirão contaminado
viadutos
via expressa
estação rodoviária

desço nesta e
sigo a pé
por ruas do centro
na direção do
horizonte, belo

Da Janela

Quando se acorda cedo
nesses tempos de inverno
pode-se alcançar
o despertar do dia

É tímido o sol, não urge
chega mais tarde
porém quando surge
atrás da Serra do Curral
há uma explosão de luz

cobre serra, prédios, vegetação
se descerra em manto
se conduz sobre os bairros
gera luz e sombra

forma um quadro móvel
natural obra de arte
que se vê em todo alvorecer
da janela

Capital Humanizada

Morar na capital
sentir-me no interior

Morar na capital
ser reconhecida
reconhecer
pessoas que passam
pelas ruas

cumprimentar e conversar
perguntar pela saúde da avó
pelo rendimento escolar do filho
dar notícias do senhor da esquina
que passou mal
mas já melhorou

Morar na capital
e encontrar a casa dos amigos
sem saber o número ou
o nome da rua

Morar na capital
e ter como referências
de localização
um sinal
( mais que mapas e plantas)
pessoas e lugares comuns:
mercado, farmácia
banca de revistas
a lanchonete onde
se faz suco de açaí
próxima ao Banco onde o gerente
se chama Jaci

Ainda é assim a BH dos mineiros
que se recusam a serem
engolidos e mecanizados
pela modernidade
na metrópole que cresce
ligeira

Mantêm a cidade
a serviço dos seres humanos,
faceira

Braços Abertos

Olha moço
que bela cidade
se descortina
à frente de nossos passos
Parece menina!

Depois da chuva
livre do pó
a cidade remoça

Veja as pessoas
caminhando
tranqüilas.

Não é dia de trabalho.
Alguns trabalham
ambulando
suas mercadorias
próximo à rodoviária.

Não há pressa
o dia é longo

Quase deserta
a cidade recebe
o visitante
e o habitante
que regressa
à capital
Belo Horizonte
recebe
de braços
abertos.

sábado, março 18, 2006

Ensinanças

Deixar que meu saber
apareça
e o outro
o conheça
Escutar do outro
o saber
entrelaçá-los
tecer
informes novos
meus e deles
Retornar com
outros saberes
num vai-vém
de aprender

Ausência

Não se presentifica
ausência
pelo olhar

Se faz presença
nas marcas internas
que insistem
marcar presença
da ausência

Resgate


Quero juntar meus pedaços
Encontrar a criança
No eu adulto
Lembrar e (re)agir
Aos medos
Às angústias
Aos mandatos
Às agressões

Quero juntar meus pedaços
E poder seguir inteira
Com todas as lembranças

Viagem

Desde criança
Me fascina viajar
E ver como me enganam
os olhos
A vegetação e o solo
Passam rápido por nós
E ficam
Presos ao lugar
Eu, parada, me movo
E vou à frente
Me movimento saindo
Sem sair do lugar

sexta-feira, março 17, 2006

SABER HIPERATIVO


Curiosidade
investigativa
ativa
percepção aguçada
criatividade aflorada
criança que
quer aprender

enquanto trabalha,
fala, fala... fala...
se esvazia de angústia?
interage
consigo mesma
fica/está
plena de saberes?

algo angustia essa criança?
perguntas
que quer fazer
adultos que
não querem escutar?

o que angustia essa criança?
saberes
que quer mostrar
escola que
não quer ver?

tem medos essa criança?
de passar despercebida
por famílias hiperativas
tempo contado
marcado
até para rir
brincar
ter lazer e aprender?

com o tempo todo
ocupado
o que menos têm é
tempo
para atender
à inteligência
ativa,


questionadora,
desperta
da criança em crescimento

que faz a essa criança
a escola que
-o quê-
lhe ensina?
a não dizer as perguntas?
a repetir
o adulto?
a não questionar
nosso mundo?

que faz essa criança?
se defende
hiperativa?
o que revela,
desvela?
a desatenção
do olhar adulto
a surdez
da nossa escuta?

Que sadia ela deve ser!

Pode
com a falta de atenção
e a hiperatividade
na escola
chamar a atenção
de quem pouco a vê
e escuta
tirar da comodidade
mudar as atitudes

Fases

Tenho fases de euforia
e fases de calmaria
ao traduzir, em poemas,
a poesia

Estou em descanso
atualmente
Minha mente está mansa
do que sente

Se o coração palpita
é na escrita em versos
que marco as batidas
desconexas

Recordo e
revivo em palavras
o que vivo


Março/2006

Relaxamento


Na página em branco
da revista
escrevi meu poema
A página em branco
um convite
não só ao instante
de relaxamento
um convite à mente aberta
desperta
Deixar sair
por breve momento que seja
a poesia interna
E, veja!! O pensamento
que se externa
na página em branco
da revista
se registra
se eterniza


Um sofá
uma casa
o silêncio
energia e tranqüilidade
pernas pro ar
nenhum compromisso
é fim de semana
estou só
e gosto disso

Incertezas


Há que mudar valores
para aceitar
o que me ofereces
Não é simples
como parece
ocultar os amores
Pode ser excitante
sentimentos
à flor-da-pele
sabor de proibido
estimulando a libido
Há um lado frustrante
com o qual ainda não lido
Manter para nós apenas
–um quê de mescenas –
que guarda paixão sentida
os seus ainda não são
os meus motivos

Palpitações

Palpitações

Vem nascendo
Adolescendo
Sentimentos
No corpo adulto

Vem crescendo
Pouco a pouco
Um novo amor

Vem brotando
Palpitantes
Emoções

Vem insônia
Conseqüência
Dessa excitação


MariaAngélica/Bilá

quarta-feira, março 15, 2006

Minha Foto


Maria Angélica Bernardes Santos

Enlace

Amigo que veio
enlaçado na poesia
tão longe o físico
tão próximo nos temas
que nos inspiram

As madrugadas nos encontram
teclando palavras
com força de expressão
leveza de dançarina
calor de inspiração

Através desses poemas
quem sabe se suporta
a distância, as ausências
de forma mais amena

Desejo-lhe muita força
que encontre a paz em você
a cada e em todo minuto
que possa distribuí-la
mesmos em doses diminutas

Há de fazer diferença