quarta-feira, maio 17, 2006

de Angela Padilha

Justiça dos Homens
Ângela Padilha
O tiro ecoa ao longe
No céu brilham metais,
No chão alvos fatais
E choros incontidos...
Não foi Deus...
Não fui Eu...
Foram Eles...

No chão leitos de sangue
Abrigam corpos calados,
Uns civis, outros soldados...
E olhares sobreviventes
Oram a Deus...
Pedem por Mim...
Temem por Eles...

Seja eu a calar seu grito,
A cravar seu peito insano,
Fazer justiça ao desumano
E tomar de volta a paz
Que Deus quer...
Que Eu quis...
Que Me fez um deles...

Cidades refletem nas chamas
A história de cada menina
Sepultada nas ruínas,
Num ritual antigo
Que não é de Deus...
Nem Meu...
É dos Homens!

Um comentário:

Mariângela disse...

que bom ver meu poema aqui, legal mesmo...beijos